Nos anos sessenta, um jovem aportou no Brasil, vindo da Itália, carregando nos bolsos e mala somente a bagagem da esperança. A alegria era a força da luta que enfrentaria. Ao chegar no país, não se dava conta que a vida lhe preparava muitas surpresas. A época não era fácil, mas para ele parecia não haver barreiras intransponíveis. Apesar das dificuldades, aceitou o desafio.
Saudades da família e raízes deixadas na sua saudosa pátria o fizeram chorar algumas vezes. Isso era encarado com muita naturalidade, pois o fato de ter vivenciado muitas decepções na Europa, indicava que estava preparado para aquele momento. Persistente, trabalhador, perspicaz e audacioso foram atributos de uma personalidade vencedora nos anos de ditadura. O tempo foi passando e a colheita se mostrou abundante.
Nos corredores da Cobal, extinto órgão do governo brasileiro, nos encontramos. Com muita simpatia e cortesia nos apresentamos. Ele estava ali fazendo a mesma coisa que eu: negociar com o governo. Havia, entretanto, uma diferença entre nós: Enquanto eu ocupava o cargo de diretor comercial de um frigorífico no Rio de Janeiro, ele era proprietário de um conglomerado de empresas de alimentos. Dinamismo era a marca registrada desse homem empreendedor que construiu um vasto império, calculado em algumas centenas de milhões de dólares. Esposo, pai e avô, com uma família bem estruturada e gozando tudo o que o dinheiro pode proporcionar, chamava a vida de “boa vida”, até o dia em que foi passar com a família o verão na sua querida Itália. Um belo dia de sol, a bordo de seu iate, logo após o café, uma pequena dor de cabeça o incomodou. Não dera muita importância ao fato, apenas logrou tomar um analgésico e, como pensava ele, isso logo passaria. A dor não passou, pelo contrário, aumentou e continuou pelo dia afora a ponto de solicitarem a presença de um médico.
Após os primeiros exames constatou-se a necessidade de exames mais rigorosos e apurados, o que foi feito no hospital da cidade. O diagnóstico veio e foi brutal: “câncer no cérebro”! Não havia o que fazer. Os médicos não deram esperanças e dentro de vinte dias, com trinta quilos mais magro, numa condição extremamente dolorosa, pôs-se um ponto final nessa história de sucesso. Antes do seu falecimento, ele pediu à esposa que não permitisse a vinda de seus amigos para vê-lo. Nesses dias de agonia buscou-se de tudo e por fim, com uma expressão de total desalento, um desabafo soando quase como um pacto que gostaria de fazer com o Autor da Vida, deixou-se escapar: “daria todos os meus bens para ter a minha vida de volta”.
O fato que quero chamar a atenção não foi baseado na sua história de vida e sim no tempo em que a Bíblia chama de “hoje”. Esse tempo é o tempo presente. E o presente é o momento em que vivemos “entre”o passado e o futuro, cujo determinante é apenas cronológico. A Palavra de Deus nos diz em Hebreus 4.7: “hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações”. Deus está nos dizendo nesse texto que o dia de “hoje” é o tempo da oportunidade. Por quê? Porque a vida é breve e passageira.
Essa história que lhes narrei é verdadeira e chegou aos meus ouvidos por uma pessoa que era íntima da família. Ao meditar sobre essa trajetória de vida e também no seu final, há que se pensar no “futuro”. Que futuro? você pode me perguntar. O futuro que está relacionado com a eternidade. Deus deu ao homem o poder de escolha. Você escolhe o que vestir, o que comer, onde vai morar, com quem quer se casar, o carro que comprar... A vida é feita de escolhas. Você é hoje o que escolheu ontem. Contei essa história para tentar comunicar essa verdade. Quando relaciono o futuro com a eternidade e visto que o homem não acaba como os animais, onde estará o personagem desse conto verdadeiro agora? Uma vida pode ser constituída de lutas, trabalhos e sucessos, mas mesmo assim o que pode valer tudo isso se o futuro é incerto? Daqui a cem anos que diferença fará se você morou numa choupana ou numa mansão? Se andou de fusca ou de Ferrari? Mas certamente fará uma enorme diferença se você souber escolher. A escolha nos é oferecida no tempo em que se chama “hoje”. Deus oferece a salvação e a vida eterna na pessoa de seu filho Jesus Cristo. Muitos passam pela vida fazendo planos e traçando objetivos. Muitos podem ser alcançados e satisfeitos, todavia nada terá sentido sem Jesus. A Bíblia nos ensina muito a respeito do inferno. Jesus disse que esse lugar foi feito para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41). É um lugar de tormento eterno, de choro e de ranger de dentes (Mt 13.50). Esse lugar não foi feito para o homem, entretanto uma grande multidão está indo pra lá porque escolheu dizer não ao presente de Deus – JESUS. Termino essa palavra dizendo que “entre” o passado e o futuro é o “hoje” da oportunidade dada por Deus para que você faça a sua escolha. Depois de tudo, deixo uma pergunta para que você responda a si mesmo: “Onde passarás a eternidade?”
Se você desejar entrar em contato conosco, teremos o maior prazer em ouvi-lo (a) e ajudá-lo (a), ou então, procure uma igreja evangélica mais próxima de sua casa.

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