terça-feira, 26 de agosto de 2008

ESCOLHAS MÁS, CONSEQÜÊNCIAS TRÁGICAS


Uma mulher foi procurar ajuda de um terapeuta cristão. Ao chegar, ela sentou-se na cadeira junto à mesa, mostrando-se muito aflita, torcendo o lenço e piscando as pálpebras. Logo depois foi desabafando:
- Doutor, por favor, me ajude, estou muito confusa. Disse ela.
- Vá em frente.
- Sou casada.
- Bem, penso que você não deveria ficar confusa com relação a isso.
- O problema não é esse, replicou ela. Olhe, sou casada, mas saio com outro homem e agora descobri que estou apaixonada por um terceiro.
- Querida, você não está confusa, você é estúpida! Agora, o que pensa que é a coisa certa a fazer nesta situação?
- Acho que tenho que ficar com o meu marido, foi a resposta embaraçada.
- E o que você vai fazer?
- Não sei, estou muito confusa.

Saber o que é certo e agir de modo contrário significa escolher mal. Todas as decisões que tomamos têm conseqüências. Entretanto, o principal problema nas decisões, não é saber o que é certo ou errado, mas escolher fazer o que já sabemos ser o que é certo.

A Bíblia nos diz em Tiago 1.22: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. Isto não significa saber o que fazer. Significa fazer o que sabemos.

Quando há escolhas difíceis a serem feitas, penso em Deus. Ele não escolhe por mim, mas me ajuda mostrando o caminho. Isaías, o profeta, registrou algo que nos leva a refletir sobre o tema das escolhas:

- “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).

O Senhor não exige que façamos o que Ele diz, antes Ele propõe dizendo: “Há duas estradas a percorrer, dois senhores e dois destinos a seguir. Agora escolha”.
Quando se trata de decisões, o Senhor nos apresenta as opções e depois estabelece claramente as conseqüências de cada uma. A Bíblia nos diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (PV 3.5,6). Essa é uma promessa condicional. Se você confiar no Senhor de “todo” o seu coração e não se apoiar em sua própria sabedoria ou habilidades, sempre O convidando para tomar parte nas suas tomadas de decisão, Ele irá dirigir os seus passos e mostrar-lhe-á o caminho. Por outro lado, se escolher desobedecer deliberadamente a Palavra de Deus, os resultados serão funestos.

Vivemos a fazer escolhas. Todos os dias escolhemos e decidimos. Escolhemos o que vestir, o que comer, aonde ir e tantas outras pequenas coisas que surgem diariamente diante de nós. Há também aquelas escolhas que consideramos serem difíceis enquanto levamos em conta o que é mais fácil para ser administrado, esquecendo-nos das nossas responsabilidades. Por exemplo: É mais fácil ir embora sem olhar atrás, em vez de cuidar da esposa e dos filhos. É mais fácil divorciar-se do que confiar em Deus e fazer com que o casamento perdure. É mais fácil fugir, do que ficar e suportar. Por que isso? Por que o “certo” sempre parece tão difícil e o “errado” tão fácil?

Para respondermos a essa pergunta, talvez fosse bom pensarmos naquele casal que vivia no Éden. Naquele lugar o pecado pareceu bem pequeno e inocente ao nascer. Naquele paraíso o tentador estava disfarçado em um animal comum da floresta. A tentação estava disfarçada, vestida como uma árvore bela com frutos suculentos. Qual era o perigo? Os tentados disseram então: “NÃO SEJA FEITA A TUA VONTADE, MAS A MINHA”.

Essa decisão transformou a vida em morte, o prazer em sofrimento, a abundância em trabalho, a comunhão em conflito. As grandes escolhas geralmente são feitas em particular e a sós, mas as suas conseqüências ecoam através dos séculos e adentram na eternidade. Então, como tomar as decisões “certas”?

Entendo que a resposta está numa outra escolha e num outro jardim – o jardim do Getsêmani. Ali, Jesus escolheu o caminho do sofrimento em lugar do conforto. Naquele jardim, o seu tormento tornou possível o nosso Paraíso. Naquele jardim, Ele tomou uma decisão e a cumpriu: “NÃO SEJA FEITA A MINHA VONTADE, MAS A TUA”.

Os americanos possuem uma expressão interessante sobre as escolhas da vida. A escolha errada é denominada de “poor choice”, ou seja, ESCOLHA POBRE. Muita gente sofre no presente porque certamente no passado fez “poor choices”. Sei que, enquanto escrevo, você pode estar diante de um dilema. Sei que você terá que fazer escolhas que podem ter impactos profundos em sua vida. Se pudesse dizer algo a você, eu diria: busque no Senhor e na Sua Palavra “o caminho” que você deve seguir, antes porém de fazer escolhas, a maior delas é a decisão de receber a Cristo como seu único e suficiente Salvador, pois isso sim será uma escolha que o afetará por toda a eternidade. Quanto ao resto, temos da parte de Deus o suprimento para tudo aquilo que necessitamos:

- Cura em tempos de enfermidades
- Provisão em tempos de necessidades
- Direção em tempos incertos
- Amor em tempos de ódio
- Segurança em tempos conturbados.

O Senhor está interessado na vida do homem, contudo não impõe, mas propõe a cada um de nós um caminho mais excelente. Veja o que Ele diz em Sua Palavra:

- Deuteronômio 30:19 “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente”.

Meu desejo é que você não faça “poor choices”, mas que saiba como escolher aquilo que Deus tem proposto pra sua vida.

Que o Senhor te abençoe e que o Seu Espírito possa ministrar ao teu coração.

Natanael


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