
Certa vez alguém contou-me ter ouvido um comentário quando da visita em um cemitério no Brasil. As palavras ouvidas foram mais ou menos assim:
- Neste lugar não existem somente pessoas enterradas, mas juntamente com elas, muitos sonhos que não foram realizados.
Quanta verdade nessa afirmativa. As pessoas sonham e fazem planos. Muitos não conseguem atingir seus objetivos e então experimentam o sentimento de frustração e desespero. Lutaram, estudaram, trabalharam e a vida lhes pregou uma peça.
Vivendo fora do Brasil, não raro nos deparamos com pessoas desiludidas. Ainda jovens, deixam o seu berço natal e migram para outro lugar, desejosas e esperançosas em transpor barreiras e em construir um futuro melhor. Sonham com um futuro recheado de boas coisas: Casa própria, profissão, curso universitário, carro, casamento, família e tudo aquilo que a vida pode proporcionar. O problema, no entanto, é o encontro com uma realidade contrária, e nesse momento, provam o sabor amargo de um sonho despedaçado.
Lidar com isso não é fácil. A questão básica não é o sonho frustrado ou despedaçado, senão o alicerce em que esse “sonho” foi fabricado, uma vez que a sua contrução se deu em estruturas de valores humanos absolutos. Eis o ponto a ser trabalhado: As pessoas pensam que para serem felizes, elas precisam conquistar. Pensam que se tiverem uma vida financeira boa, certamente experimentarão a felicidade. Pensam também, que se conseguirem comprar “aquela” casa ou apartamento, então serão verdadeiramente felizes, e se casarem com a Maria ou o João, gozarão de eterna felicidade.
Esse é o erro! Tudo que foi mencionado são valores humanos, e a felicidade não está em coisas ou bens e quando alguém se frustra por não ter atingido o seu “goal”, se sente inferior, menor e desprezível aos seus próprios olhos. Uma prova disso são os casos que conhecemos e que certamente você já ouviu falar de situações parecidas. Há tempos atrás, conheci uma pessoa abastada financeiramente. Dono de várias fazendas e frigoríficos, com uma conta polpuda no sistema bancário, com uma boa família aos olhos da sociedade e com tudo aquilo que muita gente pensa que se tivesse, então seria feliz. Pois bem; essa pessoa simplesmente pulou do 13º andar de um edifício em São Paulo, pondo um fim à sua vida. O que leva um homem a fazer isso? Alguém pode objetar dizendo que esse homem estava com problemas psicológicos e que deveria ter ido ao psiquiatra. Pode ser... Mas será que um profissional pode ajudar alguém com sonhos despedaçados e cheio de desilusões? Penso até que sim. Mas vai depender da “visão” desse profissional, pois o problema é mais espiritual do que emocional.
A mudança de valores entra na esfera do mundo espiritual. Precisamos experimentar uma transformação do interior para o exterior. Não necessitamos, na maioria das vezes, mudar as circunstâncias. Necessitamos mudar a nós mesmos. Damos valor àquilo que não tem valor algum em detrimento daquilo que desvalorizamos e desprezamos. Por exemplo: Daqui a cem anos que diferença fará se você morou numa mansão ou viveu num apartamento conjugado? Se você possuia uma Ferrari ou um Fusca 68? Nenhuma! Agora vou mostrar a você o que fará a diferença!
Em primeiro lugar é preciso saber que o ser humano é um ser espiritual e que apesar da falência do corpo, o seu espírito continua vivendo. Ao entrarmos neste mundo, nu viemos e nada trouxemos, ao deixarmos essa terra, nada levaremos. Somos todos criaturas de Deus vivendo num mundo decaído moralmente. Essa decadência veio porque o homem se afastou do Deus vivo pecando contra Ele. Com o afastamento de Deus, o homem buscou caminhos para preencher o seu vazio. Esses caminhos visam a satisfação da sua carne e não do seu espírito, por isto os valores humanos absolutos são centralizados nas coisas desta vida. Mas não importa o quanto você pode ter ou ser, nada, absolutamente nada, pode preencher o mais íntimo do coração. Por isso enfatizo que a felicidade não está nas coisas materiais e nem tampouco na realização de sonhos, pois muitos são realizados, mas continuam experimentando a infelicidade. O que necessitamos neste momento é escolher o caminho que nos conduz à tranformação. Precisamos de uma mudança total do nosso coração, pois só assim, poderemos enxergar a vida com outros olhos e não dependermos de “coisas” para sermos felizes. A Bíblia nos diz em 1 João 4:9 “Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: ele mandou o seu único Filho ao mundo para que pudéssemos ter vida por meio dEle”. Deus é Pai e Ele nos ama. Ele se preocupa com você e com toda a certeza sabe dos seus “sonhos despedaçados”, sabe das suas dificuldades, dos seus problemas e também das suas carências. E porque Ele nos ama, enviou o seu único Filho, para que através dEle pudéssemos ter vida abundante.
Essa vida abundante é que faz toda a diferença! Vida abundante fala de plenitude de vida. Fala de felicidade! É isso! Quando você convida a Jesus pra vir morar em seu coração, relacionando-se com Deus, não há espaço para “sonhos despedaçados”. O que há são promessas para a sua vida aqui e agora e também por toda a eternidade. VOCÊ CONHECE ALGUMAS DESSAS PROMESSAS?
Que Deus te abençoe!

Um comentário:
Pois é papai...
Nietzche diz que na realidade temos é desejo pelos desejos, porque na realidade nossos desejos nunca são saciados. Ou seja, é puramente espiritual, nada que não seja do espírito saciará nossa fome material!!!
Abraços
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