quinta-feira, 12 de março de 2009

FIDELIDADE

Quando falamos sobre fidelidade muita gente não tem idéia da força desta palavra. A base de qualquer relacionamento é a fidelidade. Isso se expressa em verdade e deve fazer parte do caráter de cada um de nós. O relacionamento que quero destacar aqui é o relacionamento com Deus. Cristianismo não é uma religião. É muito mais do que isso. É relacionamento! Sim, é uma via de duas mãos por onde trafega o amor de Deus, posto que o homem foi criado com o objetivo de ter comunhão e amizade partilhada com aquele que fez os céus e a terra. Você pode afirmar ser um cristão, mas faça um exame introspectivo e avalie a sua fidelidade ao Senhor. Continue lendo…

A história dos mártires do século XVI apresentam um quadro quase inacreditável. Eles foram torturados e assassinados por terem colocado sua fé somente em Jesus. Vejam este breve trecho de uma carta que a esposa de Habs Van Nunstdorp escreveu de uma prisão na Holanda, enquanto aguardava sua execução, para sua filhinha que acabara de dar à luz.

 

Que o verdadeiro amor de Deus e a sabedoria do Pai te fortaleçam na virtude, minha queridíssima filha… Eu te entrego ao Todo-Poderoso, Grande e Terrível Deus, pois somente ele é sábio para te guardar e te deixar crescer em Seu amor… tu que és tão jovem e a quem devo deixar aqui neste mundo mau e perverso… Uma vez que tu és agora privada de pai e mãe, eu te entrego ao Senhor; deixe que ele faça na tua vida a sua santa vontade…

Minha querida ovelhinha, eu estou aprisionada… não posso te ajudar de modo algum; tive de abandonar o teu pai por amor ao Senhor… nós fomos presos… e eles o afastaram de mim… E agora que eu… te guardei dentro do meu coração, com grande tristeza durante nove meses, e te dei à luz aqui na prisão, com muitas dores, eles te tomaram de mim… agora que estou sendo entregue à morte, e devo te deixar sozinha aqui, através destas linhas devo levar-te à lembrança de que quando estiveres obtido consciência, te emprenhes em temer a Deus e examinar porque  e por cujo nome ambos morremos e não te envergonhes… de nós; é a maneira como os profetas se foram e o caminho estreito que conduz à vida eterna.”

Você pode imaginar-se no lugar dessa mãe ou desse pai? Diante de tal testemunho, que diremos desse “cristianismo” pregado nos dias de hoje, onde o centro das atenções é o próprio ser humano e não Cristo… Como esse “evangelho” pode operar fidelidade? Como pode forjar verdadeiros cristãos?

Pense… e avalie.

Que Deus te abençoe.

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