segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE

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Após alguns dias afastados do BLOG por algumas questões pessoais, volto a postar sobre o assunto em pauta com o objetivo de promover uma reflexão, principalmente para aqueles que atravessando uma tempestade em seu casamento, buscam soluções para salvar a família dentro desse contexto perturbador das relações a dois em que vivem.

Muitos buscam a solução no divã de um psicólogo, outros batem à porta de um sacerdote e outros ainda simplesmente jogam a toalha e, num ímpeto, resolvem que a melhor coisa a ser feita é abandonar a esposa(o), filhos e tudo mais, pois fazendo assim pensam por si mesmos que os problemas serão definitivamente resolvidos.

Em primeiro lugar devemos ter o entendimento de que não existe na face da terra casamento perfeito. A idéia adolescente na mente daqueles que desejam a união de almas é formada pelo conceito de que essa união terá será sempre o fogo da paixão que devasta os seus corações e que seus laços de marido e mulher serão perfeitos. Não! Essa abstração não suporta, muitas vezes, os dois primeiros anos de casados. Então, que visão madura deve-se ter a respeito da união de um homem e uma mulher que se amam? A realidade que devemos guardar é que os casamentos podem ser felizes e que ambos os cônjuges enfrentarão dificuldades nos relacionamentos, mas podem e devem acima de tudo, acertarem essas diferenças. É disso que quero tratar aqui.

Na mente de muitos casais que estão caminhando para o altar, se fixa a praticidade do século XXI, que aculturou a sociedade como um todo, ou seja: vamos nos casar, mas se não der certo, nos separamos e então cada um vai cuidar da sua vida. Nos dias de hoje experimentamos uma sociedade formada por gente profundamente infeliz, por laços de matrimônios desfeitos, por filhos abandonados e quando não há a separação, os cônjuges traem-se um ao outro e nesta base temos formado os nossos conceitos a respeito da família e isso sem contar com o patrocínio da mídia. Na televisão, nossos filhos e nós mesmos estamos presenciando os ídolos do povo trocando os parceiros a cada instante, desfazendo os seus lares como quem se desfaz de um objeto qualquer. Absorvemos de tal maneira esses exemplos que encaramos com a maior naturalidade o rompimento dos casamentos. Quando damos conta do mal, ele já está formado e se espalha atingindo até à nossa família. Bem, alguém poderia dizer: Como podemos então consertar isso? Ou ainda, como trabalhar um relacionamento que vai pelo ralo?

Aqui quero abordar os princípios e para começar, quero dizer que o casamento pode ser comparado a uma folha de papel que você tomou e em seguida passou cola superbonder e colou outra folha unindo as duas. Após ter efetuado a colagem, tente descolar sem rasgar as folhas. Impossível! Assim são as relações desfeitas.

Por princípios, entendo que eles estão fixados como regra de vida e relação a dois, na Palavra de Deus. O Senhor nos conhece e sabe de que tipo de material fomos feitos. Assim em sua Palavra, a Bíblia, Ele nos mostra como devemos viver. Por exemplo: Existem várias queixas por parte de um ou de outro cônjuge com relação ao casamento. A esposa queixa-se do marido que não lhe dá atenção, por sua vez o marido diz que a esposa não larga o seu pé, outros dizem que o problema é a falta de comunicação ou que o amor já se apagou e quem sabe os mais diversos problemas poderiam ser abordados aqui, no entanto não vou falar sobre eles, mas sobre o alicerce ou a base da união matrimonial.

Muitos afirmam que essa base é o amor e que os relacionamentos de marido e esposa devem ser sedimentados nessa premissa. Sem sombra de dúvida concordo com essa assertiva, entretanto precisamos entender e compreender o que é o amor. Para isso devemos atentar para o seu significado e desdobramentos:

  1. Amor Eros: Esse tipo de amor fala da relação da carne, da paixão, do fogo, do sexo, da atração fatal. Esse amor é uma bênção na vida de um homem e de uma mulher e nunca deve ser encarado como um pecado, dentro dos princípios que o regem. Ele deve ser praticado, sentido e degustado, mas somente dentro casamento. Não deve ser encarado como um ato biológico e de simples procriação, mas, sobretudo como uma união de almas e espírito, pois nesse ato Deus nos diz que o homem e sua mulher se tornam uma só carne diante do Criador.
  2. Amor Phileo: Esse tipo de amor está relacionado com amizade e também com sentimentos fraternos. Parece que a sua intensidade se manifesta na troca, ou seja, na medida em que recebo, eu também dou. Deve estar presente no casamento, mas não se limita a essa relação, pois o vemos no seio da família e dos amigos.
  3. Amor Ágape: Esse tipo de amor é o que podemos chamar de amor incondicional. Ele nada espera em troca. Se doa, se importa, acolhe, sofre, é benigno e paciente.

Diante dos problemas do casamento, como poderemos enfrentá-los e desafiar as circunstâncias que buscam destruir aqueles a quem Deus uniu? Sabemos que numa relação, a responsabilidade pelo relacionamento, se bom ou mal, nunca recai somente sobre um dos cônjuges, mas os dois são em última instância responsáveis pela aliança do matrimônio. Agora, o que podemos analisar é que quase sempre as pessoas desistem de salvar o casamento porque simplesmente não lhes interessa mais aquela união ou porque nesse momento já existe uma terceira pessoa envolvida, ou ainda a escusa que lhes parece mais que perfeita é aquela famosa frase: “Descobri que não te amo mais”, sendo assim não há como prosseguir com isso.

Nestas relações há quase sempre a quebra de princípios estabelecidos por Deus. Devemos tratar dos problemas de origem e creio que há pessoas bem intencionadas em ajudar casais em apuros. Há também um vasto material nas prateleiras sobre esse assunto e talvez por isso e também por falta de tempo não entro nas questões, mas observar a ênfase e a estrutura de um relacionamento bem sucedido, é o meu objetivo.

Essa estrutura, como já disse, é o amor. Esse princípio que rege o casamento é que precisa ser observado. Por que observado e não simplesmente “sentido”? Porque acima de tudo o amor é uma decisão. Eu decido amar! Como pode ser isso? Como posso amar sem sentir? Como posso amar alguém que me feriu, traiu e se volta contra mim? Difícil até para explicar, mas foi exatamente assim que Deus nos amou. Nós o rejeitamos e o abandonamos, contudo Ele planejou nos resgatar por causa do Seu amor por nós.

Como Ele sabe tudo a nosso respeito, Ele nos deu direções para resgatarmos ou mantermos um casamento abençoado. Por exemplo, quando ele fala ao homem Ele diz: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Por que será que Ele não perguntou se o marido estava sentindo ou não amor pela sua esposa? Ele simplesmente ordenou: Ame! Por quê? Porque esse amor é o amor Ágape, o amor incondicional. Não se trata do amor sentimento, mas do amor altruísta. E como deve ser esse amor? O padrão é Jesus. O marido deve amar a sua esposa a ponto de dar a sua vida por ela. Você seria capaz disso?

E para a esposa? Qual o princípio estabelecido? Na mesma carta aos Efésios no capitulo 5, verso 20 a Bíblia registra: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor”. Quando se fala em submissão as mulheres do século XXI, padecem de uma síncope. Quando em nossa geração podemos observar a esposa sendo submissa ao seu marido? Há um choque de cultura aqui, dizem. Nos tempos bíblicos e até hoje em países que guardam os costumes mais antigos, como os países árabes, por exemplo, isso não é novidade. Mas para nós do ocidente, onde já se viu tal coisa? Mas é exatamente isso que a Bíblia nos diz. Se para o marido temos uma condição em que as mulheres se agradam, contudo quando a questão agora é o papel da esposa, muitas chegam a pensar que a submissão é pior que a separação. Ledo engano! Deus sabe o que é melhor para a família. Quando princípios são quebrados, podemos sentir os curtos-circuitos na relação. Quando observamos os planos de Deus para o casamento podemos esperar um casamento feliz, não perfeito, mas feliz. Note uma coisa: A atitude do marido e da esposa deve ser baseada no princípio do amor. Submissão em amor, e no caso do marido, liderança em amor. Desta forma você poderá crer que o seu casamento tem conserto como também poderá experimentar a felicidade, pois essa é a vontade de Deus para a sua vida.

Teria muito ainda o que falar sobre isso, mas finalizando quero dizer que ainda há outro texto bem interessante na Bíblia que diz o seguinte: “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Eclesiastes 4:12). Numa figura alegórica o que poderia representar esse cordão de três dobras? Em primeiro lugar verifique que o texto fala de duas pessoas. Aqui essas duas pessoas podem representar o esposo e a esposa. Se eles fundamentarem o seu casamento em princípios da Palavra de Deus, eles serão fortes e não se quebrarão com facilidade. Em segundo lugar, se de fato existir o amor em seus desdobramentos, certamente esse cordão de três dobras não se quebrará facilmente. Em outras palavras se no seu casamento existir o amor Ágape, o amor Phileo e o amor Eros, então esse cordão se tornará forte. Pessoas podem objetar que casais que já passaram da idade não cultivam mais um relacionamento do amor Eros, mas não é isso que vemos e ouvimos até mesmo pela medicina. Não importa a idade, mantenha a chama do amor. Ame. Ame desesperadamente. Ame como Cristo nos amou e deu a sua vida por nós. Cuide dessa relação, pois o que DEUS UNIU NÃO O SEPARE O HOMEM!

Que Deus abençoe a todos!

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